Mais um acidente aéreo toma conta de todas as mídias. Jornais e blogs passam a divulgar informações, fotos e simulações. E ganha uma grana com isso. É aí que entra o conflito.

O Acidente do Voo 447 da AirFrance e a Ética na Blogosfera

Boa parte da blogosfera brasileira trabalha com hypes, que são os assuntos que estão em evidência no momento. Falar da Playboy da vez, da Maísa do SBT, Big Brother Brasil ou qualquer acontecimento que esteja na mente do povo é algo corriqueiro. Isso porque todo mundo vai para a internet procurar esses tópicos. O problema é quando questões éticas entram na parada.

O tom ‘sensacionalista’ está presente em milhares de blogs brasileiro. Isso acontece para atrair o público de qualquer forma, mesmo que este venha a se frustrar. O usuário encontra ‘Veja Fotos da Francine Nua na Playboy‘ no Google e clica. Heis que, por uma questão de regras acordadas com o Google ou algum programa de afiliados, pouco se você da musa da vez. O autor do blog conseguiu que um leitor acessasse seu blog, mas não o fidelizou. Frustração. Até aí tudo ainda vai. O problema é quando sentimentos estão envolvidos em algo tão sério quanto um acidente aéreo.

Agora os blogs sugerem a divulgação de fotos dos corpos, fotos do acidente, informações que ninguém mais tem. E a cambada de carniceiros morre de procurar nos sistemas de busca. E não acham. Com isso, o blogueiro põe alguns caraminguás no bolso. Em muitos casos, os caraminguás são tão relevantes que fazem com que isso se repita tantas vezes quantas for necessário.

Isso porque ganha-se muito dinheiro divulgando esse tipo de informação por atrair muita gente. Mas essa prática está longe de ser bem vista. Tanto que vários anunciantes impedem que seus anúncios sejam exibidos nessas páginas. Uma questão de conveniência de marketing. Quem quer ver sua marca relacionada a esse tipo de prática?

Pessoas morrem, família sofrem, desconhecidos se sensibilizam e alguém pensa em ganhar dinheiro com isso. É realmente lamentável. Homenagens e notícias são completamente saudáveis. Mais do que isso, podemos viver sem.

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