Um ambicioso e espetacular projeto de energia limpa, parecendo ter saído de alguma obra de ficção, está sendo encampado pela empresa japonesa Shimizu Corporation. Os caras pretendem simplesmente transformar a Lua numa fonte sustentável de energia.

Luna Ring: A Lua como fonte de energia

‘Mas como isso é possível, se a Lua é um astro sem energia própria?’, indagará (com razão) nosso estimado leitor. O esquema idealizado pelos caras é megalomaníaco: o projeto, batizado de Luna Ring, pretende construir um cinturão de painéis fotovoltaicos para capturar e armazenar a energia do Sol recebida pela Lua e transmiti-la diretamente para a Terra, através de microondas ou lasers.

O Luna Ring ocuparia uma área de 11 mil quilômetros quadrados da área visível da Lua e seria capaz de gerar até 13 mil terawatts de energia (alguém aí me explica se esse tanto de energia é capaz de abastecer a Terra ad infinitum). Mas as dificuldades de implantação são imensas, o que deixa o projeto sob a sombra de um ceticismo impiedoso.

Imagine só a quantidade de viagens de foguete à Lua necessárias para levar os componentes do Luna Ring para serem montados ou fabricados lá. Só usando robôs 24 horas por dia para terminar tamanha construção ainda nesse milênio, impondo outras dificuldades em termos de comunicação e recursos humanos.

Sem contar com as seguintes questões: onde ficariam esses receptores de microondas para distribuir a energia para a população e qual o nível de segurança de tais equipamentos? Sim, microondas são aquelas mesmas que fazem nosso miojo, mas se mandadas em doses industriais para a Terra, seriam capazes de torrar cidades inteiras em questão de segundos, em caso de algum tipo de pane.

A idéia em si é excelente, mas espero que pensem em todas as possibilidades antes de apontarem um microondas gigante para nossas cabeças. Afinal, a lei de Murphy está aí à espreita. Confira abaixo um vídeo explicativo do projeto, legendado em inglês:


Fonte: Tecmundo

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