A ONG americana Invisible Children levou o ativismo na internet a um novo patamar. Para denunciar as atrocidades cometidas pelo miliciano ugandense Joseph Kony, líder da guerrilha Lords Resistance Army (LRA), que é acusado de cometer os mais diferentes crimes de guerra em Uganda, especialmente contra crianças, a ONG lançou na internet a campanha Kony 2012, na tentativa de sensibilizar a opinião pública e pressionar os políticos americanos para por fim ao massacre realizado por seus guerrilheiros. Em poucas semanas, o polêmico vídeo Kony 2012 torno -se o viral mais assistido do Youtube, alcançando a marca de 100 milhões de visualizações nesse curto espaço de tempo e promoveu a campanha encampada pelo Invisible Children a níveis nunca vistos na internet. Mas a que ponto podemos confiar 100% numa ONG e no que ela diz depois de nos informarmos melhor sobre o contexto de um país miserável da África como Uganda a essa altura dos acontecimentos por lá?

Kony 2012: Campanha polêmica e o poder do ativismo na internet

Ativismo contra a guerra

Conseguir esse monte de visualizações para um vídeo de 30 minutos é realmente um feito. O objetivo da Campanha Kony 2012 não é tornar o guerrilheiro famoso, mas sim tornar conhecido seus atos infames e assim envidar uma pressão para que os Estados Unidos intensifiquem a presença militar em Uganda e prenda o criminoso de guerra por suas atividades. Entre os crimes atribuídos a Kony e sua milícia, está o sequestro de crianças para fins monstruosos: os meninos acabam virando soldados mirins e as meninas são transformadas em escravas sexuais. Sem contar os assassinatos e toda sorte de desgraça que só a guerra é capaz de produzir. Ou seja, um inferno na Terra.

Campanha de sucesso. Será?

O que o vídeo não deixa explícito é que Joseph Kony fugiu de Uganda em 2006 e a LRA perdeu muita força, apesar de continuar atuando no país. Além do mais, muitos criticam a falta de timing da campanha. Além de Kony estar desaparecido e cujo paradeiro é desconhecido, Uganda sofre de problemas tão ou mais graves, como um presidente reeleito pelo 4º. mandato consecutivo (ditadura feelings) cujo governo é acusado de corrupão e violaçãao dos direitos humanos, um surto de HIV e de uma doença neurológica desconhecida que está assolando as mesmas crianças invisíveis defendidas pela ONG.

Outro ponto colocado pelos críticos da campanha é a destinação das doações e dos recursos auferidos com a venda de stickers, camisetas e outros brindes da campanha. Muita gente diz era mais proveitoso pegar o dinheiro até agora arrecadado (para ser ter idéia, cerca de 15 milhões de dólares em menos de uma semana) e praticar a caridade diretamente nas áreas onde as crianças ugandenses correm risco de vida com a fome, doenças e guerras.

Não há como questionar o sucesso da campanha ‘Kony 2012‘. Os acessos no Youtube e a repercussão do viral na internet dão bem a medida do êxito alcançado em prol dessa causa humanitária. Na opinião de quem está de fora (eu), penso que a intenção da campanha é excelente, afinal todo criminoso de guerra merece ser preso e julgado por suas atrocidades. Agora seria interessante que o ONG Invisible Children deixasse de lado esses devaneios hollywoodianos de produzir um mini-documentário de 30 minutos para a internet e buscasse formas mais concretas de ajudar o povo ugandense.

Assista o documentário Kony 2012 logo abaixo (legendado em português):

1 comentário

  1. junior
    22/03/2012 às 11:24 pm [+]

    BRASILEIRO É UM POVO POBRE DE ESPIRITO MESMO…
    AS NOSSAS CRIANÇAS SÃO VITIMAS DIARIAS DE ESTUPRO, FOME, ABANDONO E ESPANCAMENTOS. SIM MEU POVO, TA CHEIO DISSO AQUI, E VCS SÓ SABEM POR A CULPA NA DILMA, NO FULANO…QUEREM QUE O GOVERNO GASTE PARA QUE ISSO NÃO SE REPITA.
    MAS AI MINHA GENTE, VCS MESMOS FAZEM CAMPANHA E DOAM MILHARES DE REAIS PARA A TAL FUNDAÇÃO QUE QUER PRENDER KONY LA NA AFRICA…
    DEIXEM DE SER IDIOTAS, CUIDEM DO QUE ESTÁ AQUI.