Num post publicado há alguns dias por nós, ensinávamos alguns macetes e truques para economizar gasolina sem abrir mão de usar os nossos queridos carros normalmente. Entre as várias dicas, uma delas despertou uma polêmica muito construtiva entre nossa audiência: afinal, como um carro consegue ser mais econômico descendo uma ladeira engatado do que em ponto-morto, a popular banguela?

Carros: Banguela [Ponto-morto] Não Economiza Gasolina

Então nos sentimos na obrigação de fazer um post explicativo sobre o tema. Os motores modernos de todos os carros movidos a gasolina, álcool ou flex possuem uma válvula chamada de cut-off, cuja função é cortar o combustível quando o carro está engatado e com o acelerador aliviado. Nessa situação, ao tirar o pé do acelerador numa descida e com o câmbio em qualquer marcha (3ª, 4ª ou 5ª), a válvula corta a alimentação de combustível para o motor, quando entra em atuação o freio-motor. Os giros (RPM) começam a cair até perto de 900 RPM (se você não reduzir alguma marcha), quando o carro religa. Isso se explica pelo fato de não haver solicitação de potência e sim de redução, pois o motorista aliviou o pé do acelerador com o carro engatado, ativando o freio motor. O carro fica com o consumo zerado, pois com a borboleta de aceleração fechada nessas condições, não há admissão de ar e consequentemente não há admissão de combustível. O motor não morre porque o giro das rodas mantém ele funcionando normalmente, até o citado limite de 900 RPM, quando a vávula cut-off deixa de atuar e o combustível é fornecido novamente ao motor.

Descer na banguela não é um bom negócio. Numa descida feita com o carro em ponto-morto, existe a possibilidade real de superaquecer os freios, diminuindo drasticamente sua eficiência, podendo causar um acidente. Além disso, um carro em ponto-morto é mais difícil de se controlar numa situação em que seja necessária uma manobra evasiva e demande grande agilidade por parte do veículo. E quanto ao consumo, vai a explicação: em ponto-morto / banguela, para manter o motor ligado, é necessário que seu suprimento de combustível seja mantido ininterruptamente, sob pena de ele apagar. Alías, este é dos um dos motivos pelos quais a banguela é proibida e conste inclusive no Código de Trânsito Brasileiro: com o motor desligado, sistemas vitais do carro endurecem ou deixam de funcionar, como a direção, freios e embreagem, causando sérios riscos à condução.

Em carros automáticos, não temos conhecimento de como atua a válvula cut-off, mas como as mudanças de marchas acontecem do mesmo jeito (apenas sem a intervenção do motorista) e dado a existência de uma posição ponto-morto nestes carros, imaginamos que a  operação se repita sem maiores diferenças em relação aos carros equipados com câmbios tradicionais.

Abaixo você confere um vídeo, tirado do programa Vrum, mostrando na prática como isso  acontece.


Com consulta ao sempre impecável Best Cars Website

1 comentário

  1. miro
    13/04/2013 às 2:32 pm [+]

    Um amigo me disse que a maneira de eu dirigir não economizava combustível, que os carros de hoje em dia o ponto morto em descidas gastariam ainda mais combustível. Então resolvi fazer um teste, isso foi no dia 6 de abril, possuo um carro que o combustível é o gnv, ando mais ou menos 310 quilômetros com os dois cilindros e neste dia, (6 de abril), resolvi não usar o ponto morto. Conclusão, nesta semana eu andei 260 quilômetros, 50 quilômetros a menos, então posso afirmar que a banguela economiza combustível.