Quem acha que ‘O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma’ é a frase máxima de Aliteração que a Língua Portuguesa pode alcançar, pode rever seus conceitos. Dois textos recebidos por email põem essa frase no chinelo. São dois textos inteiros um com 4 parágrafos e outro com 11! Tudo com a letra ‘M’ em um e outro com a letra ‘P’. O da Letra ‘M’ é, de acordo com a mensagem, de autoria de Chico Anysio, já o maior, com a letra ‘P’, de autoria desconhecida. Confira ambos!

Língua Portuguesa: Aliteração com 'P' e 'M'

MUNDO MODERNO

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

Chico Anysio

Língua Portuguesa: Aliteração com 'P' e 'M'

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando… ‘

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

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7 comentários

  1. MoizaCARTUNS
    23/02/2009 às 5:07 pm [+]

    Putz grilo, cara! Minha capacidade neuronal só conseguiria criar uma frase do tipo ‘o rato roeu a roupa…’. Chico Anysio é phoda!!!

    Abraços o/

  2. fran
    08/11/2009 às 12:36 pm [+]

    eu consequiria fazer isso sim
    e seria utexto mui bom..

  3. Ed Vagner
    25/03/2011 às 6:03 pm [+]

    Parece pintura! parada punk! Perolas portuguesas. provavelmente perdeu prumo para praticar poema.Porém, prazer precioso!!!

  4. Milton Arantes
    11/06/2014 às 3:25 pm [+]

    “MISCELÃNEA’

    – Maldizentes mentes, malquerentes, mitomanamente mentem, maliciosamente malevolentes. Maquiavelicamente molestas, manifestam-se mesquinhamente, mediante manipuláveis maquinações mascaradamente mordazes.

    – Maximizando-se multidisciplinares mentalizações metafisicamente “Microsófticas”, magistralmente multifuncionais, mutantis matrizes microcomputadorizadamente mentoras, miraculosamente memorizadas, mantêm, metaforicamente mensurando-se, megalíticas mós motrizes movendo moinhos mentais maravilhosos, macerando milhos multicelularmente maduros. Multiformes migalhas molecularmente microcéfalas, misteriosamente metabolizadas, misturam milionésimas mensagens mnemônicas, metamorfoseando-se multiplicantes microcircuitos metassistematicamente memoriais, magnificentemente microprocessados!

    – Mágicas muralhas montanhosas, mansamente monolíticas, margeiam Malthusianas megalópoles mandchuriais.

    – Monóxidos motores movimentam mutatórias máquinas motorizadas, multiplicando-se monstruosamente mortíferas; mormente matando, mesmo, muitos motoristas + motociclistas, malogradamente massacrados

    – Maiorais mandachuvas, miserabilissimamente mafiosos, mercadejam maldades, municiando: marginais, malandros, maconheiros, malfeitores, matadores…; Mefistófeles malditos, manipulando milhões, maquinam miserandas maneiras mesquinhas, malignamente manifestas mundialmente.

    – Magnos Montezumas mandavam monstros matricidas morrerem mutilados.

    – Multiplicadas mis´rias massacrantes, mesquinhamente mantidas, marcam monstruosas mortandades, multinacionalmente montadas.

    – Movediças massas magmáticas marítimas, movem monstruosíssimo maremoto. Movimentadíssima megamarola, multicolossal, mata mourejantes marinheiros mercadores melanésios.

    – Magnas mansóes maravilham mecenas, mas míseras moradias magoam moralmente milhares.

    – Morcegos mordem mamíferos, ministrando-lhes moléstias mortais.

    – Mastim, malévolo, machuca mamãe marmota marota, maltratando malvadamente mansas marmotinhas, medrosamente manhosas.

    – Marido Mohicano, machão, martela magoadas memorizações, matutando maldizeres mencionados. Muitíssimo melindrado, mostra maestria, manejando medonha machadinha, mediadora mortal!

    Mas mudando minhas movimentadíssimas menções malsucedidas, mantenhamos mutismo, minimizando-se malogrados motivos, minuciosamente manifestos;

    Mães mostram-se maneirosas, mimando monstrinhas meninadas, manhosamente matreiras.

    – Mago Merlim modestamente misturava matos medicamentosos, minorando múltiplos males.

    Magistérios mobilizam mudanças modernizantes.

    Mastigando muitas maçãs, menos médicos manteremos mobilizados.

    – Mil miragens marínhas, magnificamente marulhadas, Mr. Miraldo Medeiros mirou, maravilhadamente mergulhado.

    Moisés mostrou-nos magnificentíssimos Mandamentos miraculosamente manuscritos, modificando modos malsãos milenarmente mantidos.

    – Memorizo muitos Mandrakes magicamente maracilhando minha meninice; mesclavam-se maviosos meios matizados; magiam moviam meus momentosos momentos meramente moleques, materializando-se; mas meu mágico mundo miniatura modificou-se, minhas multifacetadas megafantasias, Mickey-Mouseanas, morreram., Milton!

  5. Peterson nunes
    11/06/2014 às 3:44 pm [+]

    Boa senhor “Milton arantes”
    muito boa palavras novas!!

  6. Milton Arantes
    11/06/2014 às 4:47 pm [+]

    “Aliteração da letra P”

    Provocações Palavreais Peculiares”

    Por poder prever, privilegiadamente, prematuros problemas políticos, parlamentares poderiam, previamente, precaver possíveis perturbações públicas, priorizando penalizações pesadamente paquidérmicas para picaretagens perdulariamente palacianas; propondo, por precaução, pautas primaciais para pareceres práticos pelo Plenário. Percalços paralelos, pretensiosamente parecidos, preocupam pacientes presidentes pelos países progressistas, paralisados pela paranóica possessividade permissiva, provocantemente persistentes, perversamente praticada pelos poderios pessoalmente pragmáticos, possibilitando perigos potencialmente patentes pelo Planeta. Perturbadamente pasmos, perguntamo-nos: Prevalecer-se-ão pífias prevaricações perpetradas por pirotécnicos pensadores populistas, pipocantemente polêmicos? Ponderar, portanto, precisa-se plenamente, para podermos, paulatinamente, produzir proposições peremptoriamente positivas, penalizando-se prontamente promessas perjuras propaladas por politiqueiros perniciosos. Para pará-los, precisaríamos, pelo Plebiscito, proibi-los promoverem-se patifemente pelos partidos preferidos. Prosseguindo, premiados pela panelinha política, permitem-se, posteramente, pretensos patriotas, passarem precariamente politizados para posições pactuantemente persuasivas, predominantemente polêmicas.

    – Pedro Peralta, pivete problemático, protocolarmente punido, pirou, pegando perigosamente punhal prateado para perfurar professores, porque, por preestabelecidos preceitos, previamente pactuados, precisamente prescritos, proibiram-lhe prestar provas prioritárias para possibilitar-se passar período programático; perdendo, precipitadamente, preciosa pontuação, pois pegaram-no petulantemente pichando paredes pelo pátio.

    – Puxa! Papagaios! Príncipe, pressionado, privando princípios próprios, permite populacho publicar pelo principado panfletos polemicamente politizantes, persistentemente pedido pelo povo, preocupados por precedentes principescos pateticamente pusilânimes.

    – Prefeitos praianos, popularmente prestigiados, prontificam pormenorizados prontuários para Promotorias Públicas priorizarem policiamentos pelas praias paulistanas, permitindo pessoal programarem passeios pernoitadamente proveitosos, permanentemente protegidos por policiais psicologicamente preparados para prestarem, providencialmente, prestimosa proteção pelos pontos paisagisticamente preferidos pelo público.

    – Puro purê, produzido por pesquisadores poderosos, polariza preferência popular, por possuir, praticamente, primorosas propriedades palatais.

    – Povos primitivos projetaram Pirâmides portentosas, processando pedras pesadíssimas, perfeitamente planificadas, pasmando, presentemente, peritos projetistas pelas paradoxais peripécias preteritamente produzidas. Pelos projetos perfeccionistas passados, pergunta-se: Porventura, pioneiros primevos pensantes possuiriam particularidades paranormais? Ponderando-se, pelas proezas póstumas petrificadas, provavelmente possuiam poderes psíquicos potentíssimos, porquanto permanecemos perplexos perante panoramas paradisíacos, proeficientemente prodigiosos, perdurando perenes pelos primórdios perpassadamente paleolíticos; palcos pétreos perpétuos provando-nos, palpavelmente, poderosas presenças pensadoras passadas.

    – Profetas preconizaram patéticas previsões para posteridade.

    – Pouca prudência promove pesares penosos, porvindoramente.

    – Pesadelos provocam pensamentos punitivos, profundamente perturbadores.

    – Pilritando piedosamente, pequenino passarinho peralvilho perdeu-se pelos prados primaveris, preocupando protetores pais pintassilgos.

    – Plano poupança programada produz prosperidade para poupadores previdentes.

    – Privilegiados pela Providência, pacíficas populações papuas, povoam paraíso perdido polinésio; porém, pesquisas parisienses, plutônicas, podem prejudicar, perfidamente, perfeita placidão permanente. Pitoresca Paris! Princesa pomposa! Paixão predileta protagonizada pelos prolixos poetas pensadores! Presentearam-na personalíssimos pintores, paisagens pastoris plangentemente pinceladas! Permanecerás platonicamente prestigiada pelo porvir, por palavras poeticamente prazenteiras, postando-se potentosa pela pulsante pujança perseverada, proeminentemente perpetuada pelo profícuo patriotismo pertinentemente professado, pactuando-se principalmente por pertinazes produções pictóricas, perenemente pelejadas; paradoxalmente, pasmamo-nos, perguntando-se-nos: Porquê primeira potência prossegue promovendo prótons? Pensar-se-ia, primeiramente, para pretensamente preservar PAZ planetária? Positivamente perderam pontos preciosíssimos por perpetrarem premeditada provocação, precipitada possivelmente por psicóticos procedimentos possessivos, prodigamente patrocinados pelo poder!

  7. Milton Arantes
    16/06/2014 às 4:07 pm [+]

    Tirado de “O Garimpeiro Da Supra Suma Aliteração Assonântica” de Milton Arantes, registrado na biblioteca nacional de Sp e do Rj em 2006.

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