A que ponto chega o assistencialismo brasileiro! O meio mais fácil de manutenção do poder em países pobres. E no Brasil, ele atende principalmente pelo nome de Bolsa Família.

O Assistencialismo e o Bolsa Família
Há quem pense que o assistencialismo é privilégio de países pobres. Engana-se! O modelo econômico que todas as mais recentes gestões brasileiras fingem utilizar não nasceu por aqui. O Estado Forte, detentor de grande poder e controlador da economia nacional, não é coisa de brasileiro.
A maioria dos Estados europeus e suas colônias recolhem muitos impostos e devolvem para a população em forma de serviços, normalmente de qualidade. Por isso, nesses países a palavra ‘privatização’ é coisa do demo.
Nos Estados Unidos, pelo contrário, os impostos são mínimos, os preços são baixos. Assim, no modelo neo-liberal, o Estado recolhe poucos impostos e tem menos responsabilidades com a economia. A própria sociedade a controla. Não totalmente, mas muito mais fortemente que em países de Estado Forte, como no Brasil.
O problema do Brasil, no entanto, é ser muito peculiar. O país recolhe muitos impostos e deveria ter os melhores serviços públicos do mundo, já que tem os mais altos impostos. Mas parece piada. Depender da saúde pública, da educação pública, da segurança pública no Brasil é pedir para não sobreviver muito tempo e logo virar um número nas estatísticas que mostram que o Brasil de ‘país em desenvolvimento’ não tem muito além do título.
Reflexo disso é o vídeo que anda rolando na internet. Uma mãe reclama ‘seu dinheiro’ do Bolsa Família nunca sofreu reajuste:
Não tá dando nem pra comprar uma calça (de 300 reais) pra a minha filha
“Tô com mais de 8 anos que recebo Bolsa Família e meu dinheiro nunca aumentou. Só ganho 134 reais. Não tá dando nem pra comprar uma calça pra a minha filha que tem 16 anos. Porque uma calça pra uma jovem de 16 anos é mais de 300 reais”.


Prato cheio para a concorrência! Todos os argumentos da criação de uma população preguiçosa, acomodada são concretizados e coroados pela declaração da ‘pobre mãe pobre’. Mas será assim tão simples?
E você, Lula?! O que acha disso?

Bolsa comida, bolsa escola, bolsa presídio, bolsa-compra-voto. As bolsas distribuídas pelo governo devem suprir as necessidades básicas do ser humano. Podem inclusive ser substituídas por salário, com um trabalho, uma contra-partida para o governo.
O excesso e os excessos das bolsas produzem acomodação. Deixam de ser contribuição para se tornarem obrigação. Assim, a população beneficiada em vez de buscar uma maior renda, busca um maior assistencialismo.

E o desenvolvimento do Brasil? Não conta?
O assistencialismo brasileiro nasceu com Getúlio Vargas e o Estado ‘pai dos pobres’. O Estado não pode ignorar aquelas pessoas que vivem em situação de miséria, que não tem sequer o que comer. Isso ninguém questiona. Mas resumir seu modelo de gestão ao assistencialismo é um problema.
Tanto que todos os números exibidos em propagandas estatais mostram uma enorme parcela da população subindo de classe social. Bacana, não?! O país está se desenvolvendo! O país compõe o BRICS, grupo de países em desenvolvimento que inclui ainda a Rússia, Índia, China e África do Sul! Não somos mais pobres, subdesenvolvidos, somos ‘em desenvolvimento’. Só que não!
É preciso levar em consideração que o Brasil é o país do grupo que menos cresce e esse crescimento não é sustentável. E não o é porque é baseado em quê? Assistencialismo. O país não está criando tantos empregos que justifiquem os números. A população pobre não está se qualificando e educando ao ponto de o país ser considerado ‘em desenvolvimento’. O Brasil está dando esmola aos pobres. E eles estão menos pobres. Mais qualificados? Claro que não.
- Como anda a violência no Brasil? Crescendo!
- Como anda a educação pública brasileira? De mal a pior.
- Como anda a saúde pública brasileira? Não é preciso comentar.
Quem então ainda se atreve a dizer que o Brasil está crescendo?! O Brasil está enganando quem não teve educação para enxergar a realidade.


